O governo federal relançou oficialmente o Desenrola Brasil, trazendo uma nova rodada de renegociação de dívidas com descontos agressivos e condições facilitadas. O programa, que começou a rodar neste mês de maio, ficará ativo por tempo limitado: as negociações vão até agosto de 2026.
Uma projeção inédita feita pela Serasa aponta o tamanho do impacto da medida: o mutirão tem potencial para retirar até 7,8 milhões de brasileiros da inadimplência, fazendo o total de negativados no país recuar de 83,4 milhões para cerca de 75,6 milhões. Ao todo, mais de 24 milhões de consumidores devem ser beneficiados diretamente.
Quem tem direito a participar do programa?
O Novo Desenrola foi desenhado com regras específicas de renda e perfil de dívida para garantir que o auxílio chegue a quem mais precisa. Os critérios para pessoas físicas, estudantes e microempresas são:
Teto de renda: Ter rendimentos mensais de até 5 salários mínimos (o que equivale a R$ 8.105,00).
Valor mínimo: As dívidas individuais com os bancos ou instituições financeiras devem ser superiores a R$ 100,00.
Tempo do atraso: Os débitos precisam estar vencidos e negativados em um intervalo de 90 dias até 2 anos.
Como consultar e negociar as dívidas?
O processo de negociação foi integrado a canais de amplo acesso para facilitar a vida do cidadão, eliminando burocracias:
Plataforma oficial do governo: acessível por meio do login do portal Gov.
Serasa limpa nome: a plataforma da Serasa atua como um dos canais parceiros oficiais do programa. Você pode acessar o site ou o aplicativo da Serasa para checar as ofertas com desconto do Desenrola diretamente no seu CPF.
Raio-X do novo Desenrola Brasil
Detalhe do Programa
Informações Oficiais
Vigência
Maio a Agosto de 2026
Público-alvo
Famílias (até 5 salários), estudantes e pequenas empresas
Volume de dívidas elegíveis
Cerca de 41 milhões de débitos mapeados
Canais de atendimento
Plataforma Gov.br e Serasa Limpa Nome
O Desafio da Renda: A urgência do programa se reflete nos dados estruturais do país. Pesquisas da Serasa e do indicador Datatudo apontam que mais da metade da população adulta possui alguma conta negativada, sendo que 47% dos negativados enfrentam essa restrição no nome há mais de 2 anos.
O desenrola não resolve meu caso. E agora?
Se as suas dívidas não se enquadram nos critérios do programa (por terem mais de 2 anos de atraso, por exemplo) ou se o valor com desconto ainda não cabe no seu orçamento, existem alternativas de crédito estruturado mais baratas do que o rotativo do cartão ou o cheque especial, mesmo para quem está com o nome restrito:
Antecipação do Saque-Aniversário do FGTS: Se você trabalha ou trabalhou de carteira assinada e tem saldo no Fundo de Garantia, pode antecipar parcelas do seu saque anual. Como o próprio saldo do FGTS serve de garantia para o banco, o dinheiro é liberado sem análise de score de crédito e cai na conta via Pix.
Empréstimo Consignado (CLT ou INSS): Modalidade destinada a aposentados, pensionistas e funcionários de empresas privadas conveniadas. Como as parcelas são descontadas diretamente do benefício ou da folha de pagamento, as taxas de juros são as menores do mercado e as instituições financeiras costumam aprovar o crédito mesmo para quem está negativado.