
Quem trabalha sem carteira assinada tem direito a décimo terceiro?
Justiça reconhece que quem trabalha sem carteira pode ter direito ao décimo terceiro — descubra quais provas e passos aumentam suas chances.
Publicado: 28 de agosto, 2025
Direito trabalhista define normas que protegem o trabalhador e regulam a relação empregador-empregado. Começa por registro em carteira e pagamento de salário, inclui férias, 13º, FGTS e proteção contra despedida injusta. Aplica-se a contratos por prazo determinado e indeterminado, trabalho intermitente e temporário. Acompanhe no texto mais informações do direito do trabalho.
O direito trabalhista regula as relações de trabalho com base em uma história que vai da abolição da escravidão ao surgimento da CLT e suas reformas, incluindo a reforma de 2017.
Seus princípios fundamentais — proteção do trabalhador, primazia da realidade, continuidade do emprego e irrevogabilidade dos direitos — orientam a aplicação das normas e resolvem conflitos.
Para aplicar essas regras na prática, recomenda-se identificar o marco histórico relevante, consultar os princípios que se aplicam ao caso e seguir as regras da CLT e acordos coletivos.
O direito trabalhista nasceu da necessidade de proteger o trabalhador diante do poder econômico, especialmente após a Revolução Industrial. No Brasil, começou a ganhar força com leis que surgiram depois de 1888 e foi consolidado pela CLT em 1943.
Com o tempo, incorporou normas sobre jornada de trabalho, salário, saúde e segurança no ambiente laboral. A reforma de 2017 trouxe mudanças significativas, adaptando regras a novas formas de contratação e introduzindo modalidades como o teletrabalho.
Os princípios fundamentais são a base de proteção ao trabalhador. O princípio da proteção garante que as normas sejam interpretadas sempre a seu favor; a primazia da realidade valoriza os fatos concretos em vez da forma escrita; a continuidade da relação de emprego preserva a estabilidade; e a irredutibilidade de direitos impede que garantias mínimas sejam retiradas. Para aplicá-los, é importante analisar contratos, folhas de pagamento, registro de horas e buscar apoio jurídico sempre que houver descumprimento.
Os principais direitos trabalhistas incluem registro em carteira de trabalho, regras claras sobre salário e formas de pagamento, 13º salário e férias remuneradas, além de horas extras com adicional noturno e diversas licenças como maternidade, paternidade e afastamentos por saúde.
Deve-se verificar a documentação e prazos: registro em até 48 horas, pagamento até o quinto dia útil, cálculo do 13º e agendamento de férias conforme a lei.
Em caso de dúvidas ou descumprimento, buscar orientação do RH ou ação judicial garante proteção e regularização imediata.
Quando um vínculo de emprego é firmado, o registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) é obrigatório e garante os principais direitos trabalhistas previstos em lei.
O registro define data de admissão, função, salário e contribuições ao FGTS. Deve ocorrer logo no início do contrato, hoje em formato físico ou digital via eSocial.
Trabalhadores conferem anotações e exigem correção quando há erro. Empregadores mantêm documentos e comprovantes.
Salário e formas de pagamento são direitos que definem quanto, quando e como o trabalhador receberá pela prestação de serviço.
Define-se o salário-base, adicionais (periculosidade, insalubridade, noturno) e descontos legais. Deve ser pago até o quinto dia útil do mês.
Os pagamentos podem ser por depósito bancário ou outra forma acordada. O salário é registrado na carteira de trabalho.
Remuneração e férias remuneradas são direitos fundamentais garantidos pela CLT e pela Constituição, que definem quanto o trabalhador recebe e quando tem direito a descanso pago.
Deve-se entender claramente base de cálculo, prazos e procedimentos para pedir e usufruir das férias. A seção explica cálculo do salário, 13º proporcional, período aquisitivo de 12 meses e a concessão de férias de 30 dias.
O trabalho além da jornada contratual gera direito a horas extras, que devem ser remuneradas com acréscimo legal ou compensadas em banco de horas. Já o adicional noturno corresponde a, no mínimo, 20% a mais sobre a hora diurna, aplicando-se ao trabalho realizado entre 22h e 5h. O controle correto da jornada é essencial para assegurar esses direitos.
As licenças trabalhistas garantem proteção em momentos pessoais ou de saúde e definem direitos claros sobre ausência do trabalho. Elas asseguram estabilidade temporária e benefício financeiro conforme a lei. A seguir, resumo prático sobre tipos, elegibilidade e procedimentos.
O FGTS corresponde a 8% do salário depositado mensalmente pelo empregador. Em caso de demissão sem justa causa, o trabalhador pode sacar o saldo e receber multa de 40% sobre o valor depositado. Além disso, as verbas rescisórias incluem saldo de salário, férias e 13º proporcionais e aviso prévio, que devem ser pagos em até 10 dias após a rescisão.
Os contratos de trabalho podem ser por prazo determinado ou indeterminado. O primeiro é usado em situações específicas, como substituição ou obras temporárias, e possui data de término definida. Já o contrato por prazo indeterminado é o mais comum, oferecendo maior estabilidade e assegurando aviso prévio e verbas rescisórias integrais.
Outras modalidades são o trabalho intermitente, em que o empregado é convocado conforme a necessidade e recebe proporcionalmente, e o trabalho temporário, geralmente utilizado para demandas sazonais ou substituições. Em todos os casos, é fundamental registrar corretamente no contrato e na carteira, além de respeitar os direitos garantidos pela lei.
O direito trabalhista garante segurança jurídica e proteção ao trabalhador em diferentes fases da relação de emprego. Ele assegura direitos como registro em carteira, pagamento de salários, férias, 13º, FGTS e verbas rescisórias, além de regras específicas sobre horas extras, adicionais e licenças.
Conhecer essas garantias é essencial para evitar abusos e agir corretamente em caso de descumprimento. Por isso, manter contratos e comprovantes organizados, registrar irregularidades e buscar orientação no sindicato ou na Justiça do Trabalho são medidas que fortalecem a proteção dos trabalhadores e garantem o cumprimento da lei.
Justiça reconhece que quem trabalha sem carteira pode ter direito ao décimo terceiro — descubra quais provas e passos aumentam suas chances.
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